segunda-feira, 7 de março de 2011

Elenco da série Divã apresenta os personagens e convida o público.


diva (Foto: TV Globo/Thais Pádua)
Elenco e equipe da série Divã tiraram o dia para bater um papo com jornalistas – que ainda acompanham uma gravação de cena da série estrelada por Lilia Cabral. A produção é baseada em um filme e peça teatral homônimos – que, por sua vez, vieram do livro de Martha Medeiros.
- Ter um projeto com a Lilia Cabral já era um objetivo. Quando vi o filme, me apaixonei e achei que seria interessante fazermos um seriado. Ela é uma atriz incrível, e o (José) Alvarenga, um diretor espetacular.
Mas, afinal de contas, qual a diferença principal entre a peça, a adaptação cinematográfica e a televisiva? Com a palavra, José Alvarenga.
- A diferença do filme para a TV foi o sentimento que o Jayme trouxe. A personagem (de Lilia Cabral) era fascinante, e a ideia era aumentá-la. Agora a gente vê a Mercedes no futuro do filme. A TV vai ampliar mais o que a gente tem no cinema – explica.
Lilia Cabral repara nas diferenças entre as Mercedes do teatro, do cinema e da TV – e usa uma analogia que mistura macacos e coelhos.
- Quando eu li o Divã, em 2003, a primeira ideia que me veio à cabeça foi que dava para fazer um seriado. O teatro é uma bênção porque, além de você ter uma história viva,  pode criar personagens, elementos do cotidiano sem nenhum pudor.  A diferença é que no teatro eu fiz uma macaca e no filme eu fiz uma coelhinha mais comportada. Na televisão, eu juro que eu tento ser uma macaca, mas eu não consigo. Antes de mais nada, nós estamos contando uma historia no calor feminino.
Só não pergunte à Lilia qual mulher a inspirou na criação da personagem. Quando fez A Favorita,  foi mal interpretada ao dizer que as meias da personagem foram inspiradas na mãe. Teve gente entendendo que a personagem fora totalmente baseada na figura materna.
-  Eu vi o espírito da coitadinha me perguntando: ‘Por que você falou que se inspirou em mim?’. E eu não me inspirei na minha mãe. A única coisa que eu peguei da minha mãe foi a meinha, só isso. Eu acho que essas coisas a gente nem pode falar. Quando vai contar uma história tem que abrir as suas gavetas e ter a coragem de colocar as suas experiências para fazer a personagem ser viva. Eu acho que, quando a gente se inspira em alguém, a gente só está se escondendo. Tem que ter a coragem de colocar a cara e nossas próprias experiências. Um personagem jamais será igual a algo que você viu ou viveu.

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