
A emissora já está preparando o terreno para um novo produto. A revista eletrônica “Bem Estar”, que tem estreia marcada para o próximo dia 21 de fevereiro, começa com a promessa de recuperar os assuntos que foram deixados de lado ao longo do tempo pela atração de Ana Maria, como moda, cultura, saúde e beleza.
Apresentado pelos jornalistas Mariana Ferrão e Fernando Rocha, o programa terá como cenário uma sala de estar com três ambientes projetados para convidar o telespectador para uma conversa matinal. A atração vai ao ar logo após o “Mais Você” e tentará segurar o público que, nos últimos meses, tem migrado para a Record.
O novo feminino da Globo já segue o formato de muitos programas norte-americanos, que são comandados por dois ou mais apresentadores (que podem ser substituídos a qualquer momento sem grandes problemas). Existe o temor de se criar uma nova “estrela” para a casa. Aliás, essa estratégia já vem sendo seguida em outros produtos, como a “TV Globinho” e o “Vídeo Show”.
O “Bem Estar” também chega com o desafio de recuperar anunciantes, que investem pesado nesse estilo de programa. Para se ter uma idéia, cada cota de patrocínio no mercado nacional custará a “bolada” de R$ 750 mil.
ESTRELAS PROBLEMÁTICAS
A situação de Ana Maria Braga se assemelha muito com a de Xuxa Meneghel: ambas são um problema para a Globo, mas podem ser uma solução para outra emissora. Apesar de não dar o mesmo Ibope de antes, Ana Maria ainda tem muito prestígio no mercado e uma legião de fãs. Em outras palavras, “vende como água”.
Cogitou-se, no início, colocar outros apresentadores ao seu lado para dar uma nova dinâmica ao “Mais Você”. Porém, foi percebido que se criaria uma situação constrangedora para a profissional, com mais de 20 anos de carreira. Definitivamente, dividir espaço com novatos não iria repercutir bem.
O assunto ainda é tratado com muita delicadeza na Globo.
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